Ghost of Yôtei

Ghost of Yotei entrega exatamente aquilo que os fãs de Ghost of Tsushima esperavam: combates absurdamente fluidos, um mundo extremamente bonito e uma ambientação samurai cinematográfica. O jogo evolui praticamente tudo do primeiro, trazendo mais armas, mais possibilidades de combate e um mapa ainda mais imersivo. A história de vingança da Atsu funciona muito bem, principalmente pelos dilemas morais e pela atmosfera pesada da jornada. Além disso, o visual é simplesmente absurdo, com cenários que parecem pinturas japonesas em movimento. Ghost of Yotei talvez não reinvente a fórmula, mas entrega uma experiência samurai extremamente refinada, divertida e viciante.

Ghost of Yotei é exatamente aquele tipo de sequência que pega tudo aquilo que funcionava no primeiro jogo e melhora praticamente em todos os aspectos. E sinceramente? Eu acho que muita gente está pegando pesado demais nas críticas falando que “é igual ao Tsushima”. Mano… é uma continuação. Claro que vai parecer com o primeiro jogo. Hoje em dia parece que a gente precisa explicar o óbvio. A primeira coisa que me chamou atenção foi o visual do jogo. Sem exagero, cada cenário parece uma pintura japonesa em movimento. O jeito que o vento bate nas árvores, as pétalas voando, montanhas nevadas, rios congelados e campos floridos criam uma ambientação absurda. É aquele tipo de jogo que faz você parar no meio da missão só pra tirar print. Mesmo depois de jogar Death Stranding 2, que pra mim é o jogo mais bonito da geração, Ghost of Yotei continua impressionando muito graficamente. A Sucker Punch conseguiu elevar bastante o nível visual em comparação ao Tsushima original. A história agora se passa centenas de anos depois de Ghost of Tsushima e acompanha Atsu, uma ronin movida por vingança contra um grupo chamado Yotei Six. E sinceramente? Eu gostei bastante da protagonista. Ela tem personalidade, motivações fortes e vários momentos em que o jogo faz você questionar até onde vale a pena ir por vingança. Mas talvez o maior destaque de Ghost of Yotei seja o combate. O sistema ficou muito mais variado e divertido. Agora você usa armas diferentes dependendo do tipo de inimigo, o que deixa tudo muito mais dinâmico. Tem katana, dupla katana, armas de corrente, bombas, kunais, armas de fogo e várias outras possibilidades. Cada luta vira praticamente um espetáculo. Você troca de arma no meio do combate, adapta sua estratégia e sente que realmente está evoluindo como guerreiro durante a gameplay. As batalhas são extremamente fluidas e algumas hordas de inimigos entregam momentos absurdamente épicos. Outra coisa muito boa é como o jogo respeita sua exploração. Não fica enchendo a tela de ícone igual certos jogos mundo aberto da Ubisoft. Você simplesmente vê algo interessante no horizonte e vai explorar por vontade própria. Isso deixa o mundo muito mais natural e imersivo. As missões secundárias também têm utilidade real. Você desbloqueia novas habilidades, armas, gadgets e melhorias importantes pro personagem e até pro lobo que acompanha a Atsu durante a jornada. Inclusive, o lobo é uma das melhores adições do jogo. Outro detalhe muito legal é a imersão usando o DualSense. Em alguns momentos você literalmente escreve os nomes dos seus alvos no touchpad antes das missões de vingança, criando quase um ritual antes da batalha. Parece uma coisa simples, mas ajuda muito a entrar na atmosfera do jogo. Claro, Ghost of Yotei não reinventa totalmente a fórmula do primeiro jogo. Se você odiou Ghost of Tsushima, provavelmente também não vai gostar desse aqui. Mas pra quem curtiu o original, isso aqui é basicamente um Tsushima expandido, mais bonito, mais refinado e muito mais divertido de jogar. E sinceramente? Isso pra mim não é defeito nenhum. No final, Ghost of Yotei entrega exatamente aquilo que promete: uma experiência samurai cinematográfica, extremamente bonita e muito divertida. Pode não reinventar o gênero, mas entrega uma jornada de respeito do começo ao fim.