Crimson Desert
Crimson Desert um mundo gigantesco, muito potencial e várias escolhas questionáveis
Crimson Desert é um daqueles jogos que me deixaram com sentimentos mistos durante praticamente toda a campanha.
Por um lado, estamos diante de um dos mundos abertos mais impressionantes que joguei nos últimos anos. Por outro, boa parte do conteúdo que deveria me incentivar a explorar esse universo simplesmente não funciona da forma que deveria.
Desde os primeiros minutos fica muito claro que Crimson Desert carrega em seu DNA as marcas de um projeto que originalmente parecia ter sido pensado para funcionar como um MMO.
E isso nem sempre é uma coisa boa.
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Um mundo enorme que nem sempre recompensa sua curiosidade
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O mapa de Crimson Desert é gigantesco.
Os cenários são lindos, a direção artística é excelente e os gráficos impressionam constantemente. Em vários momentos eu me peguei simplesmente admirando as paisagens e a riqueza visual do mundo criado pela Pearl Abyss.
O problema é que, depois de algum tempo, comecei a me perguntar:
"Por que estou explorando tudo isso?"
A resposta quase nunca era satisfatória.
Muitas áreas enormes escondem apenas missões secundárias sem importância, recompensas pouco interessantes ou atividades que não acrescentam praticamente nada à experiência.
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Explorar Crimson Desert é visualmente incrível, mas raramente tão recompensador quanto deveria ser.
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As missões secundárias são o maior problema do jogo
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Esse talvez seja meu principal problema com Crimson Desert.
As missões secundárias são extremamente fracas.
Em um MMO isso até seria compreensível. Muitas vezes você faz missões repetitivas apenas para ganhar experiência, equipamentos melhores ou fortalecer seu personagem para competir com outros jogadores.
Mas Crimson Desert é um jogo single-player.
Aqui as missões secundárias precisavam ter histórias interessantes, personagens memoráveis ou recompensas que realmente impactassem sua evolução.
Infelizmente, na maioria das vezes elas não entregam nenhuma dessas coisas.
Chegou um momento em que simplesmente parei de fazer várias delas porque sentia que meu personagem evoluía muito mais avançando apenas na campanha principal.
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A história principal também decepciona
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Outro ponto que me desapontou foi a narrativa.
A própria Pearl Abyss já admitiu em entrevistas que a história não era o principal foco do projeto, e isso fica evidente durante a campanha.
A trama é apenas mediana.
Ela não consegue criar aquele sentimento de urgência ou curiosidade que faz você querer continuar jogando só para descobrir o que vai acontecer em seguida.
Enquanto outros RPGs utilizam a narrativa para motivar a exploração, Crimson Desert parece apostar exclusivamente no tamanho do mapa e na liberdade oferecida ao jogador.
E nem sempre isso é suficiente.
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A história não é ruim, mas está longe de ser um dos motivos para jogar Crimson Desert.
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Os controles são uma verdadeira luta
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Se existe algo que realmente me incomodou durante mais de 100 horas de jogo foram os controles.
Praticamente tudo exige combinações de botões.
Para diversas ações simples você precisa apertar dois comandos ao mesmo tempo.
Inicialmente imaginei que isso fosse um problema apenas nos consoles.
Então resolvi testar no mouse e teclado.
A situação continuou ruim.
A Pearl Abyss lançou atualizações pouco tempo após o lançamento tentando melhorar esse aspecto, mas sinceramente não senti grandes diferenças.
Mesmo após mais de 100 horas jogando, ainda me pegava esquecendo comandos que teoricamente já deveriam estar completamente memorizados.
Existem diversos jogos do mesmo estilo que fazem isso muito melhor.
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Nem tudo é negativo
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Apesar das críticas, Crimson Desert tem muitas qualidades.
O combate é divertido.
O sistema de progressão funciona bem.
Os gráficos são excelentes.
O mundo é enorme e tecnicamente impressionante.
E talvez o maior ponto positivo seja o suporte pós-lançamento.
A Pearl Abyss vem trabalhando constantemente em melhorias, correções e novos conteúdos.
Isso me faz acreditar que quem jogar Crimson Desert daqui a dois ou três anos encontrará uma experiência muito superior à que tive no lançamento.
E aqui está a parte frustrante.
Eu paguei preço cheio por um jogo que claramente ainda precisava de mais tempo para amadurecer.
Quem esperar provavelmente terá uma experiência melhor do que a minha.
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Veredito Final
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Crimson Desert é um jogo cheio de potencial.
Ele possui um mundo gigantesco, gráficos impressionantes e bases sólidas para se tornar algo realmente especial.
Mas também sofre com uma narrativa fraca, missões secundárias pouco inspiradas e um sistema de controles que nunca me pareceu totalmente confortável.
Ainda assim, é impossível ignorar o enorme potencial da franquia.
Com mais atualizações — e principalmente com uma possível sequência aprendendo com os erros deste primeiro jogo — vejo Crimson Desert se tornando algo muito maior no futuro.
Considerando que o jogo já ultrapassou a marca de 6 milhões de cópias vendidas, uma continuação parece praticamente inevitável.
E sinceramente?
Eu estarei lá para jogar.
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Crimson Desert é um jogo bom, mas não tão bom quanto poderia ser. Um mundo gigantesco que impressiona visualmente, mas que nem sempre recompensa a exploração como deveria.
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Prós
• Mundo aberto gigantesco
• Gráficos impressionantes
• Combate divertido
• Excelente suporte pós-lançamento
• Grande potencial para o futuro
Contras
• Missões secundárias extremamente fracas
• História principal pouco envolvente
• Recompensas decepcionantes na exploração
• Controles confusos
• Muitos elementos com cara de MMO dentro de um jogo single-player
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