Diablo IV – Vessel of Hatred

A primeira expansão de Diablo IV carrega uma enorme responsabilidade. Além de dar continuidade à história principal, Vessel of Hatred precisava convencer a comunidade de que Diablo IV ainda tinha muito a oferecer após um lançamento cercado por críticas ao endgame e ao ritmo da progressão.

Diablo IV – Vessel of Hatred
Nota 8.6
Escrita por Felipe 26/07/2026, 19:07 Jogado em: PC

Depois de dezenas de horas explorando Nahantu, experimentando a nova classe e enfrentando os desafios inéditos, posso dizer que a expansão representa exatamente o tipo de conteúdo que Diablo IV precisava. Ela não revoluciona completamente a fórmula do jogo, mas melhora praticamente todos os seus pilares.

Vessel of Hatred entrega uma excelente campanha, uma das melhores classes da franquia e melhorias importantes na experiência geral de Diablo IV.

Campanha

A história começa imediatamente após os acontecimentos do jogo base.

Sem entrar em spoilers, a expansão acompanha a jornada de Neyrelle enquanto ela tenta lidar com as consequências de carregar a Pedra da Alma contendo Mephisto.

Diferentemente da campanha original, que possuía momentos bastante lentos, Vessel of Hatred mantém um ritmo muito mais consistente. Os acontecimentos importantes aparecem com maior frequência e existe uma sensação constante de que a ameaça está crescendo.

Nahantu também ajuda bastante nesse aspecto. A nova região transmite exatamente a atmosfera sombria que se espera de Diablo, misturando selvas densas, ruínas antigas, templos esquecidos e criaturas completamente diferentes das vistas anteriormente.

Ainda assim, existe um ponto negativo.

O encerramento da campanha claramente foi pensado para futuras expansões. Em vez de entregar uma conclusão definitiva, a Blizzard opta por abrir novas possibilidades para os próximos capítulos da saga.

Não chega a ser um final ruim, mas certamente deixará parte dos jogadores querendo mais.

A campanha possui ótima qualidade, porém termina deixando diversas questões em aberto para futuras expansões.

Spiritborn: a melhor novidade da expansão

A grande estrela de Vessel of Hatred é, sem dúvida, a nova classe.

O Spiritborn rapidamente se tornou uma das classes mais divertidas de toda a franquia Diablo.

Seu sistema de espíritos permite combinar poderes inspirados em quatro animais diferentes:

Jaguar Gorila Águia Centopeia

Cada um oferece um estilo completamente diferente de combate.

É possível construir personagens extremamente rápidos utilizando Jaguar, focar em resistência com Gorila, investir em mobilidade através da Águia ou aplicar diversos efeitos negativos utilizando Centopeia.

A liberdade para criar builds diferentes é enorme.

Além disso, todas as habilidades possuem animações extremamente bem produzidas, dando uma sensação constante de impacto durante o combate.

Nahantu é uma das regiões mais bonitas do jogo

Visualmente, Nahantu impressiona.

A direção artística consegue transmitir uma sensação constante de perigo.

Florestas densas escondem criaturas gigantescas, enquanto templos abandonados lembram constantemente antigas civilizações destruídas pela influência demoníaca.

O mapa também apresenta excelente variedade.

Existem áreas abertas, cidades, masmorras inéditas, fortalezas e diversos eventos espalhados pelo cenário.

A exploração acaba sendo bastante recompensadora graças à quantidade de atividades disponíveis.

Nahantu é facilmente uma das regiões mais bonitas e atmosféricas já produzidas para Diablo.

Endgame finalmente recebeu a atenção necessária

Se existe um aspecto que Diablo IV precisava melhorar, era o endgame.

A Blizzard claramente ouviu as críticas.

Vessel of Hatred amplia significativamente a quantidade de atividades disponíveis após o término da campanha.

Os novos sistemas oferecem muito mais motivos para continuar evoluindo o personagem.

As atividades passaram a apresentar maior variedade e o ciclo de progressão ficou muito mais interessante do que no lançamento original.

Ainda existe espaço para melhorias, mas a evolução é evidente.

Progressão mais satisfatória

Outro mérito da expansão está no ritmo da progressão.

A obtenção de equipamentos lendários, únicos e melhorias para a build acontece de maneira muito mais natural.

Existe uma sensação constante de evolução.

Praticamente toda sessão de jogo resulta em algum avanço relevante para o personagem.

Isso reduz bastante aquela sensação de estagnação que muitos jogadores encontravam durante os primeiros meses de Diablo IV.

Aspectos técnicos

Tecnicamente, Vessel of Hatred mantém o excelente padrão estabelecido por Diablo IV.

Os cenários apresentam altíssimo nível de detalhes.

As animações continuam extremamente fluidas.

Os efeitos visuais das habilidades impressionam durante praticamente todo o tempo.

No PlayStation 5, Xbox Series X e PC, o desempenho permanece bastante sólido durante a maior parte da experiência.

Também merece destaque o excelente trabalho realizado na trilha sonora e na ambientação sonora.

Cada região transmite exatamente o clima sombrio característico da franquia.

Visual, direção de arte e ambientação continuam entre os maiores pontos fortes de Diablo IV.

Nem tudo são acertos

Apesar das inúmeras melhorias, Vessel of Hatred ainda possui alguns problemas.

O principal deles é justamente sua história.

Embora seja muito bem conduzida durante praticamente toda a campanha, o encerramento parece mais uma preparação para o próximo capítulo do que uma conclusão satisfatória.

Outro ponto é que alguns sistemas continuam excessivamente complexos para jogadores iniciantes.

Diablo IV evoluiu bastante desde seu lançamento, mas a enorme quantidade de mecânicas ainda pode assustar quem está chegando agora.

Vale a pena?

Sim.

Para quem já possui Diablo IV, Vessel of Hatred é praticamente indispensável.

A expansão melhora praticamente todos os aspectos do jogo original.

A nova campanha é envolvente.

Nahantu é excelente.

O Spiritborn rapidamente entra para a lista das melhores classes da franquia.

E o endgame finalmente oferece motivos reais para continuar jogando durante centenas de horas.

Mesmo sem revolucionar completamente Diablo IV, Vessel of Hatred representa exatamente o tipo de expansão que a Blizzard precisava entregar.

Vessel of Hatred não apenas adiciona conteúdo; ela torna Diablo IV um jogo significativamente melhor do que era em seu lançamento.

Prós

Excelente campanha. Spiritborn é uma das melhores classes da franquia. Nahantu possui ótima direção de arte. Muito conteúdo novo para explorar. Endgame significativamente melhor. Excelente ambientação sonora. Grande variedade de builds. Evolução constante do personagem.

Contras

Final deixa muitas questões em aberto. Alguns sistemas continuam complexos para iniciantes. Certas atividades podem se tornar repetitivas após dezenas de horas.

Nota Final

Vessel of Hatred é a expansão que Diablo IV precisava. Ela corrige diversas críticas feitas ao jogo base, adiciona uma excelente campanha, uma classe extremamente divertida e melhora significativamente a experiência para veteranos e novos jogadores. É um conteúdo praticamente obrigatório para quem pretende continuar acompanhando o futuro da franquia Diablo.