God of War: Sons of Sparta

Como grande fã de God of War, encontrei em God of War: Sons of Sparta uma aventura nostálgica e cheia de carinho pela franquia. A história, que explora um período pouco conhecido da vida de Kratos, tem momentos interessantes, mas sofre com um ritmo irregular e um final menos impactante do que poderia ser. Já a jogabilidade é divertida, com combate sólido, boa variedade de inimigos e exploração recompensadora. Apesar de não ser um dos melhores metroidvanias do mercado, é uma experiência muito recomendada para fãs da série, especialmente pela ambientação, pela dublagem em português e pelo retorno ao universo grego.

God of War é a minha franquia favorita, entre exclusivos e não exclusivos. Curiosamente, eu nunca tinha parado para pensar em como foi a adolescência do Kratos. Mesmo existindo livros que expandem esse universo, sempre preferi viver essa história através de um jogo, principalmente um que mostrasse sua jornada entre a Grécia e o mundo nórdico. O fato de a aventura ser apresentada como uma história contada por Kratos para sua filha, Calíope, me conquistou de uma forma muito pessoal. Talvez por eu também ser pai e gostar de contar histórias, essa premissa criou uma conexão imediata comigo. Infelizmente, quando analisamos apenas a narrativa, ela não consegue manter o mesmo nível de envolvimento. Existem bons momentos, especialmente por termos Deimos ao nosso lado e acompanharmos o nascimento do desejo de vingança que moldaria o Fantasma de Esparta. Ainda assim, a campanha sofre com um início arrastado, um desenvolvimento um pouco tedioso e um desfecho que acaba não entregando toda a emoção que promete. Para os verdadeiros fãs da franquia, este é um jogo extremamente necessário. Já para quem procura apenas um bom metroidvania, existem opções melhores no mercado. Isso não significa que a jogabilidade seja ruim. Muito pelo contrário: o combate é divertido, há uma boa variedade de inimigos e as habilidades desbloqueadas ampliam constantemente as possibilidades ofensivas. As plataformas e os puzzles se beneficiam de um design preciso e bem pensado. A direção de arte, apesar de competente, não é particularmente inspiradora em sua concepção, mas o trabalho em pixel art é muito bem executado e me agradou bastante, conseguindo capturar a identidade da franquia e transmitir personalidade aos cenários e personagens. Durante minha experiência praticamente não encontrei bugs, talvez eu tenha dado sorte, e a parte sonora faz um excelente trabalho. A dublagem em português merece um destaque especial e acrescenta muito à imersão, sendo um dos pontos que mais gostei. Nem tudo funciona perfeitamente. Em alguns momentos, a posição dos inimigos nas plataformas parece gerar situações injustas, dificultando a progressão e punindo excessivamente a barra de vida, o que pode causar certa frustração. Falando da platina, considero uma experiência bastante agradável. Dou uma dificuldade de 5/10, com um tempo estimado entre 20 e 25 horas e apenas uma jogada necessária. Os colecionáveis podem ser obtidos após terminar a campanha, o que torna a exploração mais tranquila. Inclusive, recomendo buscar os 100%, já que explorar o mapa recompensa tanto na jogabilidade quanto na construção da história. Como um grande fã da franquia, God of War: Sons of Sparta foi uma experiência boa, honesta e feita com carinho. Não é o meu metroidvania favorito, mas o simples fato de controlar Kratos novamente e revisitar a Grécia faz deste um jogo nostálgico, apaixonante e indispensável para quem acompanha sua trajetória há anos. Espero sinceramente que a Mega Cat Studios continue apostando em projetos como este, expandindo ainda mais um universo que ainda tem muitas histórias para contar. God of War: Sons of Sparta talvez não reinvente o gênero nem entregue a narrativa mais marcante da franquia, mas oferece uma aventura competente, divertida e cheia de fan service. Para quem ama Kratos, é uma viagem nostálgica que vale cada minuto.