Desenvolvedor indie diz que prefere que jogadores pirateiem seus jogos a comprar chaves de revendedores
Estúdio afirma que sites não oficiais podem vender chaves originalmente distribuídas gratuitamente para jornalistas e criadores de conteúdo.
A declaração veio da Dicehit Games, estúdio responsável por Runeveil, após uma discussão sobre sites que comercializam códigos de ativação do Steam por preços inferiores aos praticados nas lojas oficiais.
Chaves distribuídas gratuitamente acabam sendo revendidas
Segundo o estúdio, parte do problema está na origem de algumas dessas chaves. Desenvolvedores podem distribuir códigos gratuitamente para jornalistas, criadores de conteúdo e outras pessoas, com o objetivo de conseguir cobertura, análises e divulgação para seus jogos.
A Dicehit afirma que algumas dessas chaves acabam aparecendo posteriormente em sites de revenda.
"Não recebemos nada e nossa boa vontade é abusada dessa forma", afirmou o estúdio.
"É só piratear"</subtitulo] A declaração mais polêmica veio justamente na recomendação dada aos jogadores que consideram utilizar esses sites por causa dos preços. ___BLOCO_ESPECIAL_1___ A posição não significa necessariamente que o estúdio esteja defendendo a pirataria como alternativa preferencial à compra legítima. O argumento é que, na visão dos desenvolvedores, uma cópia pirateada não direciona dinheiro para um revendedor que estaria lucrando com uma chave originalmente destinada à divulgação do jogo. [subtitulo]Não é a primeira vez que desenvolvedores fazem esse pedido
A discussão sobre o chamado mercado cinza de chaves não é nova. Em 2019, o fundador da No More Robots, Mike Rose, também afirmou que preferia que jogadores pirateassem seus jogos a comprá-los de determinados revendedores como a G2A, alegando que desenvolvedores não recebiam dinheiro dessas transações e ainda poderiam enfrentar problemas relacionados a chaves fraudulentas e suporte ao consumidor.