Diretor de Kingdom Come defende DLSS 5 e rebate críticas: “As pessoas enlouqueceram”

Tecnologia da NVIDIA voltou a gerar debate após comparações visuais, mas Daniel Vávra afirma que o DLSS 5 não altera os modelos dos personagens e ajuda a aproximar o jogo da visão artística original da equipe.

Diretor de Kingdom Come defende DLSS 5 e rebate críticas: “As pessoas enlouqueceram”
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Escrita por Paulo 08/09/2026, 20:46

Daniel Vávra, diretor criativo da série Kingdom Come: Deliverance, voltou a defender publicamente o DLSS 5 após novas críticas envolvendo o uso de inteligência artificial na renderização gráfica. Em uma publicação no X, o desenvolvedor afirmou que algumas pessoas “literalmente enlouqueceram” ao classificar os resultados da tecnologia como “AI slop”.

💬 Segundo Vávra, as imagens comparadas mostram exatamente o mesmo modelo 3D, sem qualquer alteração de geometria. A diferença estaria na forma como o DLSS 5 melhora iluminação, sombras, textura de pele e detalhes faciais usando renderização neural.

O diretor argumenta que muitos dos defeitos observados na imagem original não fazem parte da intenção artística da equipe, mas sim de limitações técnicas do sistema de iluminação do motor gráfico utilizado pelo jogo.

O que Daniel Vávra está dizendo?

Na publicação, Vávra compara duas imagens de um personagem. Segundo ele, a imagem da esquerda apresenta problemas causados pelo sistema de iluminação do jogo, enquanto a da direita utiliza os recursos de renderização neural do DLSS 5.

O desenvolvedor afirma que os modelos foram originalmente criados a partir de fotogrametria de pessoas reais e posteriormente refinados por artistas. Na visão dele, o resultado produzido pelo DLSS 5 se aproxima mais dos modelos originais vistos durante o desenvolvimento do que a versão renderizada normalmente pelo jogo.

“A ausência de sombras de capacetes nos rostos e a renderização incorreta dos mapas normais não era nossa visão artística original”, argumentou o diretor.

Por que a tecnologia está gerando discussão?

O DLSS 5 ainda não foi lançado oficialmente, mas vazamentos e demonstrações da tecnologia provocaram debates intensos na comunidade de PC. Parte dos jogadores teme que a renderização neural da NVIDIA possa modificar excessivamente a aparência original dos jogos, criando imagens consideradas artificiais ou distantes do trabalho dos artistas.

Já defensores da tecnologia argumentam que ela pode corrigir limitações históricas da renderização em tempo real, especialmente em áreas como iluminação indireta, sombras detalhadas e materiais complexos.

O que foi confirmado e o que continua em debate?

Até o momento, a posição de Vávra representa a visão de um desenvolvedor que testou versões vazadas da tecnologia e acredita que ela melhora a apresentação visual sem alterar os modelos dos personagens.

Por outro lado, continua existindo debate na comunidade sobre até que ponto sistemas de renderização neural devem interferir na imagem final produzida pelos jogos. Trata-se de uma discussão que vai além de Kingdom Come e envolve o futuro do uso de IA em engines gráficas modernas.

Minha opinião

A discussão parece misturar duas questões diferentes. Uma é se o DLSS 5 realmente melhora a qualidade visual. Outra é se os jogadores querem que algoritmos de IA participem cada vez mais da construção da imagem final. Mesmo que Vávra esteja correto ao afirmar que a geometria permanece intacta, parte da resistência da comunidade vem da preocupação com o papel crescente da IA na produção artística e técnica dos jogos.

💬 O ponto central levantado por Vávra é que, para ele, o DLSS 5 não substitui o trabalho dos artistas — ele apenas exibe melhor aquilo que os artistas já criaram.

FONTES CONSULTADAS