Era tudo mentira? Resident Evil Requiem mostra que a mídia física ainda está forte
Vendas físicas do novo Resident Evil chegam a 55% na França e 51% no Japão, mostrando que os discos ainda têm força em grandes mercados
Os discos ainda estão longe de morrer
Se alguém estava pronto para decretar a morte da mídia física, Resident Evil Requiem chegou para atrapalhar a festa.
Dados de vendas físicas do jogo em diferentes mercados mostram que os discos continuam representando uma parcela bastante significativa das vendas de um grande lançamento AAA.
Até o final de junho, a participação da mídia física em Resident Evil Requiem chegou a:
E tem um detalhe que chama ainda mais atenção: na França e no Japão, as vendas físicas chegaram a superar as digitais.
Mas e aqueles relatórios dizendo que o digital domina tudo?
Antes de mais nada, é importante deixar claro: a mídia digital ainda vende mais que a física no mercado de games.
A discussão está justamente em quanto essa diferença representa e em como esses números são apresentados.
Segundo a análise baseada em dados da Ampere e informações de Chris Dring, os números de vendas digitais divulgados pelas empresas podem incluir diferentes tipos de conteúdo, como DLCs, microtransações e versões de jogos que não possuem equivalente físico em determinadas plataformas.
Isso acaba tornando algumas comparações menos diretas.
Ou seja, quando alguém olha para uma porcentagem gigantesca de vendas digitais e conclui que "ninguém mais compra disco", a realidade pode ser um pouco mais complicada.
Resident Evil Requiem é um caso importante
O exemplo de Resident Evil Requiem chama atenção justamente por se tratar de um [NEGRITO>grande lançamento AAA de uma franquia extremamente conhecida[/NEGRITO].
Não estamos falando de um jogo obscuro vendido em uma quantidade pequena de cópias. Resident Evil é uma das franquias mais tradicionais da indústria e possui uma presença enorme em diferentes mercados.
Por isso, encontrar 40%, 43%, 51% ou até 55% das vendas em mídia física em alguns países mostra que ainda existe um público bastante relevante comprando jogos em disco.
A mídia física ainda está viva
Os números de Resident Evil Requiem não significam que o mercado digital está perdendo sua posição. Muito pelo contrário: o digital continua sendo dominante em boa parte da indústria.
O que eles colocam em dúvida é a ideia de que a mídia física virou praticamente um mercado irrelevante.
Na França, por exemplo, o jogo chegou a registrar 55% de participação física. No Japão, foram 51%.
Se isso é uma mídia "morta", alguém aparentemente esqueceu de avisar os jogadores japoneses e franceses.
E esse é justamente o ponto mais interessante: o mercado de discos pode estar diminuindo, mas ainda está longe de simplesmente desaparecer.
Para quem defende a preservação dos jogos e a possibilidade de comprar uma cópia física, números como esses mostram que ainda existe uma demanda real pelo formato.
A discussão, portanto, não deveria ser "físico ou digital acabou?", mas sim até quando a indústria vai considerar interessante continuar oferecendo as duas opções para o consumidor.
Porque, aparentemente, o disco ainda não recebeu o aviso de que já deveria ter morrido.