Phantom Blade Zero cai para 87 no Metacritic após nota 60 da Eurogamer
O jogo de ação da S-GAME começou com média de 91 pontos, mas perdeu força com a chegada de novas avaliações. Apesar da queda, o combate e as batalhas contra chefes continuam entre os aspectos mais elogiados pela imprensa.
Phantom Blade Zero está com média de 87/100 no Metacritic, conforme a atualização mais recente informada, depois de ter alcançado 91 pontos durante a divulgação inicial das análises. A queda chamou a atenção após a Eurogamer atribuir nota 60/100 ao jogo, destacando problemas de equilíbrio e qualidade que, na avaliação do veículo, prejudicam uma experiência visualmente impressionante.
A recepção geral, entretanto, permanece positiva. As análises publicadas antes do lançamento apontam que a S-GAME conseguiu entregar um sistema de combate marcante, com animações elaboradas, confrontos intensos e uma variedade de armas que ajuda a diferenciar a experiência de outros jogos de ação. As principais ressalvas aparecem em outros aspectos da aventura, especialmente na narrativa, na repetição de inimigos e no acabamento técnico.
Combate é o grande destaque de Phantom Blade Zero
O principal motivo para as notas altas é o combate. Os críticos elogiam a fluidez dos movimentos, a apresentação cinematográfica das artes marciais e a maneira como os ataques se conectam durante os confrontos. A variedade de armas também permite experimentar diferentes abordagens, dando mais possibilidades ao jogador ao longo da campanha.
As batalhas contra chefes estão entre os pontos mais celebrados. Os confrontos apresentam diferentes fases e mecânicas, exigindo que o jogador reconheça padrões e adapte suas estratégias. A direção visual ajuda a tornar esses encontros mais impactantes, aproximando algumas lutas de sequências de filmes de artes marciais.
A exploração também recebe elogios. Embora Phantom Blade Zero não seja um jogo de mundo aberto tradicional, suas áreas interligadas oferecem caminhos alternativos, atalhos e segredos. Essa estrutura permite descobrir equipamentos e confrontos opcionais sem abandonar completamente a progressão direcionada da campanha.
A recepção positiva pode ser observada nas notas de veículos como TheGamer, que atribuiu 100/100, além de IGN e Push Square, ambas com 90/100. No Brasil, o PSX Brasil deu 95/100, enquanto o MeuPlayStation avaliou o jogo em 92/100, segundo as compilações de análises publicadas em 26 de outubro de 2026.
Por que a Eurogamer deu nota 60?
A avaliação da Eurogamer é uma das mais críticas entre as publicadas até agora. O veículo reconhece que Phantom Blade Zero alcança seu objetivo de apresentar combates de kung fu fluidos e cinematográficos, mas considera que os problemas de equilíbrio e qualidade acabam prejudicando o resultado final.
A crítica é importante porque não se limita à apresentação visual. Um combate bonito não garante, por si só, que todos os confrontos sejam bem equilibrados ou que a experiência mantenha o mesmo nível de qualidade durante toda a campanha. A avaliação questiona justamente a distância entre o potencial do sistema de luta e a execução de determinados aspectos do jogo.
Outros veículos também apresentam ressalvas, embora menos severas. A VGC, que atribuiu 80/100, criticou o desenvolvimento dos personagens e a linearidade das fases. Já a GamesRadar+, com uma avaliação de 90/100, elogiou o combate e a exploração, mas apontou problemas na narrativa e na versão técnica examinada.
A diferença entre essas notas mostra que a principal discussão não está na capacidade do jogo de produzir combates impressionantes, mas na consistência do conjunto. Para alguns críticos, as qualidades são suficientes para colocá-lo entre os grandes jogos de ação do ano. Para outros, os problemas encontrados impedem que ele alcance todo o potencial demonstrado pelas lutas.
História, repetição e desempenho dividem opiniões
A narrativa é outro ponto de divergência. Algumas análises consideram a história de vingança interessante, mas outras apontam que a apresentação dos acontecimentos pode ser confusa e que determinados personagens não recebem desenvolvimento suficiente. Isso pode reduzir o impacto emocional da campanha para quem espera uma trama tão marcante quanto a ação.
Os inimigos comuns também não recebem o mesmo tratamento positivo reservado aos chefes. Parte das críticas aponta que determinados confrontos se tornam repetitivos, especialmente conforme a aventura avança. Inimigos mais resistentes podem prolongar lutas sem necessariamente acrescentar variedade, diminuindo o ritmo entre os encontros mais importantes.
Na parte técnica, foram relatados problemas como engasgos, quedas de quadros e falhas de acabamento em algumas versões examinadas. Os resultados variam entre as análises, portanto não é correto concluir que todas as plataformas apresentam os mesmos problemas ou que todos os jogadores terão a mesma experiência. Também é importante considerar que as avaliações foram publicadas antes do lançamento oficial, marcado para 29 de outubro de 2026.
A queda para 87 pontos muda a avaliação do jogo?
A redução da média mostra como a chegada de novas análises pode alterar a percepção inicial de um lançamento. Uma nota de 91 sugeria uma recepção excepcionalmente forte, enquanto 87 continua indicando uma avaliação positiva, mas com ressalvas mais evidentes.
O número isolado, porém, não explica toda a discussão. A diferença entre as notas revela que os críticos concordam principalmente sobre a qualidade do combate, mas divergem na importância dos problemas de equilíbrio, da narrativa e da execução técnica. Uma avaliação de 60 pode pesar na média sem representar a opinião da maioria.
Para quem procura principalmente ação estilizada, armas variadas e batalhas contra chefes, as análises indicam motivos para ficar de olho no lançamento. Já quem considera história, variedade constante de inimigos e estabilidade técnica elementos indispensáveis deve acompanhar as avaliações posteriores ao lançamento antes de decidir pela compra.