Polygon dispara contra a Microsoft: "Xbox deveria sair da indústria dos games antes de causar mais danos"

Site afirma que a Microsoft nunca entendeu como administrar estúdios de videogame

Polygon dispara contra a Microsoft: "Xbox deveria sair da indústria dos games antes de causar mais danos"
NOTÍCIA GAMER
Escrita por Felipe 16/06/2026, 15:36

Um dos maiores portais especializados em videogames do mundo publicou um dos textos mais duros já direcionados à Microsoft e à marca Xbox.

Em um artigo polêmico, o Polygon argumenta que talvez tenha chegado a hora de a Microsoft abandonar completamente o mercado de videogames.

O motivo?

Segundo o site, décadas de decisões equivocadas, aquisições mal planejadas e uma sequência de estúdios fechados ou colocados em risco.

💬 "Microsoft deveria sair da indústria dos games antes de causar mais danos."

Essa é a frase que dá título ao editorial.

Xbox vive nova onda de incertezas

O texto foi publicado após rumores indicarem que estúdios como:

• Ninja Theory

• Double Fine

• Compulsion Games

estariam tentando negociar sua independência para evitar possíveis fechamentos.

Segundo o Polygon, o problema vai muito além desses três estúdios.

O artigo afirma que diversas equipes da Xbox estariam em situação delicada e que novos cortes podem acontecer nos próximos meses.

"A Microsoft nunca soube administrar estúdios"

Uma das críticas mais fortes do texto envolve a forma como a Microsoft conduziu suas aquisições ao longo dos anos.

Segundo o Polygon, a empresa repetidamente comprou equipes talentosas sem possuir uma estratégia clara para utilizá-las.

O artigo cita diversos exemplos:

• Rare

• Lionhead

• Bungie

• Ninja Theory

• Double Fine

• Compulsion Games

• Bethesda

• Activision Blizzard

A publicação argumenta que a Microsoft sempre pareceu saber identificar bons estúdios, mas nunca conseguiu alinhar criatividade e rentabilidade de forma consistente.

💬 Para o Polygon, o problema do Xbox não seria falta de talento, mas sim falta de direção.

Phil Spencer também foi criticado

Embora reconheça a paixão de Phil Spencer pelos videogames, o artigo afirma que o ex-chefe do Xbox nunca conseguiu transformar essa paixão em uma estratégia sustentável.

Segundo a análise, a compra de dezenas de estúdios criou uma estrutura gigantesca sem que existisse um plano claro para sustentar tudo isso a longo prazo.

O texto aponta que o crescimento do Game Pass não foi suficiente para justificar o tamanho da operação criada nos últimos anos.

Asha Sharma herda uma bomba-relógio

O Polygon também comenta a situação da atual CEO do Xbox, Asha Sharma.

Segundo a publicação, ela não seria responsável pela crise atual, mas estaria encarregada de lidar com as consequências de decisões tomadas durante anos.

O artigo descreve a executiva como alguém enviada para reorganizar uma estrutura que se tornou grande demais, cara demais e pouco lucrativa.

Nem Halo, Fallout e Elder Scrolls resolveriam tudo

Outro ponto abordado é a suposta estratégia de acelerar franquias como:

• Halo

• Fallout

• The Elder Scrolls

Para o Polygon, apostar apenas em grandes franquias não resolve os problemas estruturais da divisão.

O texto lembra que os ciclos de desenvolvimento modernos podem levar entre cinco e oito anos, tornando impossível uma solução rápida.

💬 "O problema do Xbox não será resolvido apenas lançando mais Halo ou Fallout."

"Talvez seja melhor vender o Xbox"

O trecho mais controverso surge no final do editorial.

O Polygon cita os rumores recentes sobre uma possível separação da divisão Xbox da Microsoft e afirma que isso talvez seja o melhor caminho.

Segundo o site, a Microsoft nunca conseguiu demonstrar de forma consistente que entende por que produz videogames.

A publicação conclui dizendo que uma venda ou independência da marca poderia evitar que mais estúdios e desenvolvedores fossem afetados por decisões corporativas equivocadas.

Uma das críticas mais pesadas já feitas ao Xbox

Independentemente de concordar ou não com a análise, o texto do Polygon representa uma das críticas mais severas feitas à Microsoft nos últimos anos.

E surge justamente em um momento onde a comunidade acompanha rumores sobre fechamentos de estúdios, reestruturações internas e mudanças profundas na estratégia da marca.