Polygon dispara contra a Microsoft: "Xbox deveria sair da indústria dos games antes de causar mais danos"
Site afirma que a Microsoft nunca entendeu como administrar estúdios de videogame
Um dos maiores portais especializados em videogames do mundo publicou um dos textos mais duros já direcionados à Microsoft e à marca Xbox.
Em um artigo polêmico, o Polygon argumenta que talvez tenha chegado a hora de a Microsoft abandonar completamente o mercado de videogames.
O motivo?
Segundo o site, décadas de decisões equivocadas, aquisições mal planejadas e uma sequência de estúdios fechados ou colocados em risco.
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"Microsoft deveria sair da indústria dos games antes de causar mais danos."
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Essa é a frase que dá título ao editorial.
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Xbox vive nova onda de incertezas
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O texto foi publicado após rumores indicarem que estúdios como:
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• Ninja Theory
• Double Fine
• Compulsion Games
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estariam tentando negociar sua independência para evitar possíveis fechamentos.
Segundo o Polygon, o problema vai muito além desses três estúdios.
O artigo afirma que diversas equipes da Xbox estariam em situação delicada e que novos cortes podem acontecer nos próximos meses.
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"A Microsoft nunca soube administrar estúdios"
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Uma das críticas mais fortes do texto envolve a forma como a Microsoft conduziu suas aquisições ao longo dos anos.
Segundo o Polygon, a empresa repetidamente comprou equipes talentosas sem possuir uma estratégia clara para utilizá-las.
O artigo cita diversos exemplos:
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• Rare
• Lionhead
• Bungie
• Ninja Theory
• Double Fine
• Compulsion Games
• Bethesda
• Activision Blizzard
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A publicação argumenta que a Microsoft sempre pareceu saber identificar bons estúdios, mas nunca conseguiu alinhar criatividade e rentabilidade de forma consistente.
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Para o Polygon, o problema do Xbox não seria falta de talento, mas sim falta de direção.
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Phil Spencer também foi criticado
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Embora reconheça a paixão de Phil Spencer pelos videogames, o artigo afirma que o ex-chefe do Xbox nunca conseguiu transformar essa paixão em uma estratégia sustentável.
Segundo a análise, a compra de dezenas de estúdios criou uma estrutura gigantesca sem que existisse um plano claro para sustentar tudo isso a longo prazo.
O texto aponta que o crescimento do Game Pass não foi suficiente para justificar o tamanho da operação criada nos últimos anos.
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Asha Sharma herda uma bomba-relógio
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O Polygon também comenta a situação da atual CEO do Xbox, Asha Sharma.
Segundo a publicação, ela não seria responsável pela crise atual, mas estaria encarregada de lidar com as consequências de decisões tomadas durante anos.
O artigo descreve a executiva como alguém enviada para reorganizar uma estrutura que se tornou grande demais, cara demais e pouco lucrativa.
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Nem Halo, Fallout e Elder Scrolls resolveriam tudo
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Outro ponto abordado é a suposta estratégia de acelerar franquias como:
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• Halo
• Fallout
• The Elder Scrolls
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Para o Polygon, apostar apenas em grandes franquias não resolve os problemas estruturais da divisão.
O texto lembra que os ciclos de desenvolvimento modernos podem levar entre cinco e oito anos, tornando impossível uma solução rápida.
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"O problema do Xbox não será resolvido apenas lançando mais Halo ou Fallout."
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"Talvez seja melhor vender o Xbox"
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O trecho mais controverso surge no final do editorial.
O Polygon cita os rumores recentes sobre uma possível separação da divisão Xbox da Microsoft e afirma que isso talvez seja o melhor caminho.
Segundo o site, a Microsoft nunca conseguiu demonstrar de forma consistente que entende por que produz videogames.
A publicação conclui dizendo que uma venda ou independência da marca poderia evitar que mais estúdios e desenvolvedores fossem afetados por decisões corporativas equivocadas.
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Uma das críticas mais pesadas já feitas ao Xbox
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Independentemente de concordar ou não com a análise, o texto do Polygon representa uma das críticas mais severas feitas à Microsoft nos últimos anos.
E surge justamente em um momento onde a comunidade acompanha rumores sobre fechamentos de estúdios, reestruturações internas e mudanças profundas na estratégia da marca.