Procon-SP afirma que jogadores têm os mesmos direitos na mídia digital e questiona cláusulas da PlayStation
Órgão respondeu à denúncia apresentada pela deputada Erika Hilton e afirma que licenças digitais não podem retirar direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor
A polêmica envolvendo o futuro da mídia física no PlayStation ganhou um novo capítulo no Brasil. O Procon-SP respondeu à denúncia apresentada pela deputada federal Erika Hilton, que questiona o modelo de licenciamento utilizado pela Sony para a venda de jogos digitais.
Segundo o órgão de defesa do consumidor, quem adquire jogos digitais possui os mesmos direitos básicos garantidos aos consumidores de mídia física e não pode ser surpreendido por restrições impostas após a contratação da licença.
A manifestação acontece poucos dias depois de a Sony anunciar que deixará de lançar novos jogos em mídia física a partir de 2028, tornando o formato digital a única opção para futuros lançamentos.
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O Procon-SP afirma que cláusulas que permitam retirar direitos dos consumidores após a compra de jogos digitais podem ser consideradas abusivas e incompatíveis com o Código de Defesa do Consumidor.
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PROCON QUESTIONA CLÁUSULAS DA SONY
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Na resposta enviada à denúncia, o Procon-SP afirma que consumidores que compram jogos digitais também devem ter seus direitos preservados.
Segundo o órgão, não é permitido que empresas alterem unilateralmente regras ou imponham novas restrições após a venda ou contratação de uma licença.
A avaliação também alcança cláusulas previstas nos termos de uso da PlayStation que autorizam, em determinadas situações, a remoção do acesso ao conteúdo adquirido.
Para o Procon-SP, disposições desse tipo podem ser consideradas abusivas quando contrariem direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor.
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ÓRGÃO NÃO É CONTRA A TRANSIÇÃO PARA O DIGITAL
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Apesar das críticas ao modelo de licenciamento, o Procon-SP deixou claro que não questiona a decisão da Sony de migrar para um ecossistema predominantemente digital.
O foco da manifestação está na necessidade de que essa mudança ocorra respeitando integralmente a legislação brasileira de proteção ao consumidor.
Segundo o órgão, a evolução do mercado não elimina os direitos já previstos no Código de Defesa do Consumidor.
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O Procon-SP afirma que a transição para o formato digital pode ocorrer, desde que os direitos dos consumidores continuem sendo respeitados.
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MÍDIA FÍSICA CONTINUA GARANTIDA NO PS5
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Outro ponto destacado pelo órgão diz respeito ao atual PlayStation 5.
Mesmo com rumores de que o futuro PS6 poderá adotar um modelo totalmente digital, o Procon-SP ressalta que, enquanto o PS5 continuar sendo comercializado com suporte a discos, os consumidores mantêm o direito de adquirir e utilizar jogos em mídia física normalmente.
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CONSUMIDORES PODEM APRESENTAR NOVAS DENÚNCIAS
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O Procon-SP também orienta consumidores que se sintam prejudicados por práticas relacionadas às licenças digitais a formalizarem denúncias junto ao órgão.
Segundo a instituição, um número maior de manifestações pode fortalecer investigações e contribuir para uma análise mais aprofundada sobre eventuais irregularidades.
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A resposta do Procon-SP amplia o debate sobre o futuro da mídia digital no Brasil. Embora o órgão não se oponha à decisão da Sony de migrar para um modelo sem discos, a instituição reforça que essa mudança não pode reduzir direitos garantidos aos consumidores pela legislação brasileira, especialmente em relação às condições de uso das licenças digitais.
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Fonte: Procon-SP