Resident Evil Requiem fatura mais com discos no PS5 do que com todas as vendas no Xbox

Levantamento da Alinea Analytics aponta 1,3 milhão de cópias físicas vendidas no PlayStation 5, gerando US$ 92,3 milhões e reforçando a importância da mídia física.

Resident Evil Requiem fatura mais com discos no PS5 do que com todas as vendas no Xbox
NOTÍCIA GAMER
Escrita por Felipe 20/10/2026, 13:36

O debate sobre o futuro das mídias físicas ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (20). Segundo dados divulgados por Rhys Elliott, analista da Alinea Analytics, Resident Evil Requiem já vendeu aproximadamente 1,3 milhão de cópias físicas no PlayStation 5, gerando impressionantes US$ 92,3 milhões em receita apenas com discos.

O número chama ainda mais atenção quando comparado ao desempenho do jogo nas plataformas da Microsoft. De acordo com a consultoria, as vendas físicas de Resident Evil Requiem no PS5 geraram 1,8 vez mais receita do que todas as vendas do título no ecossistema Xbox, incluindo cópias físicas, digitais e vendas no Xbox PC consideradas pelo levantamento.

💬 As cópias físicas de Resident Evil Requiem no PS5 representam aproximadamente 15% de toda a receita estimada do jogo e 30,2% do faturamento obtido no PlayStation.

Mídia física continua movimentando milhões no PlayStation

Os dados apresentados pela Alinea Analytics demonstram que os discos continuam representando uma parcela importante das vendas de determinados jogos. No caso de Resident Evil Requiem, praticamente um terço da receita gerada no PlayStation vem das edições físicas, apesar do crescimento contínuo das compras digitais.

O levantamento também aponta que outros lançamentos da Capcom apresentam uma participação ainda maior do formato físico. PRAGMATA teria vendido aproximadamente 442 mil cópias em disco no PlayStation, enquanto Onimusha: Way of the Sword alcançou 423 mil unidades. Em ambos os casos, as versões físicas representam cerca de 44% das unidades vendidas na plataforma.

A consultoria destaca que jogos de campanha e produções voltadas ao público japonês costumam apresentar uma participação física superior à de títulos esportivos e serviços online. Em contrapartida, lançamentos como EA Sports FC 27 e NBA 2K27 possuem uma proporção significativamente maior de receita proveniente do mercado digital.

Resident Evil Requiem também evidencia diferença de vendas entre PlayStation e Xbox

A comparação com o Xbox reforça a diferença comercial entre as plataformas. Em setembro, a Alinea Analytics já havia estimado que Resident Evil Requiem ultrapassara 8,5 milhões de cópias vendidas nas plataformas monitoradas, com 48,1% das unidades atribuídas ao PS5, 43,4% à Steam e apenas 8,6% ao Xbox.

Agora, a nova análise revela que somente as edições físicas de PS5 conseguiram gerar quase o dobro da receita total estimada para o ecossistema Xbox considerado na comparação. Entretanto, esses números são estimativas independentes da Alinea Analytics, e não resultados financeiros detalhados oficialmente pela Capcom. A empresa japonesa confirmou em setembro que Requiem havia ultrapassado 8 milhões de unidades até 30 de junho, mas não apresentou a distribuição por plataforma ou formato.

Os discos realmente estão perdendo importância?

A situação ganha relevância em meio às discussões sobre o futuro das mídias físicas no PlayStation. Embora o mercado digital represente a maior parcela do faturamento dos videogames, os resultados de Resident Evil Requiem demonstram que determinados públicos continuam comprando jogos em disco em quantidades expressivas.

A própria Alinea Analytics estima que novos jogos físicos de PlayStation tenham gerado mais de US$ 655 milhões em 2026, embora esse valor represente menos de 20% da receita total dos novos jogos premium considerados no levantamento.

O cenário indica que a transição digital não acontece da mesma maneira para todos os gêneros e públicos. Enquanto jogos esportivos e experiências conectadas apresentam maior concentração de vendas digitais, franquias tradicionais como Resident Evil continuam movimentando milhões com suas edições físicas.

A discussão, portanto, não é simplesmente sobre qual formato vende mais, mas sobre o impacto de eliminar uma opção que ainda possui relevância comercial, especialmente entre consumidores de jogos de campanha, colecionadores e jogadores que valorizam a possibilidade de revenda e empréstimo de suas cópias.

FONTES CONSULTADAS