Sony acredita que jogadores aceitarão o fim da mídia física e aposta na força da marca PlayStation

Novo relatório revela que a empresa não pretende voltar atrás e espera aumentar significativamente seus lucros com a transição para o formato 100% digital

A polêmica envolvendo o fim da mídia física no ecossistema PlayStation ganhou novos desdobramentos. Segundo informações compartilhadas pelo jornalista Jason Schreier, a Sony acredita que já possui uma base de consumidores digitais grande o suficiente para seguir com seus planos e não pretende alterar sua estratégia, mesmo diante da forte reação negativa de parte da comunidade. De acordo com o relatório, a empresa está convencida de que a maioria dos jogadores acabará migrando naturalmente para o formato digital, mantendo seu apoio à marca PlayStation. [destaque] Segundo Jason Schreier, a Sony acredita que sua base digital já é forte o suficiente para seguir adiante com o fim da mídia física, mesmo diante das críticas. [/destaque] Garanta seus jogos físicos enquanto ainda é possível! [subtitulo] SONY ACREDITA QUE O DIGITAL É O FUTURO [/subtitulo] As informações indicam que a companhia entende que a transição para um ecossistema totalmente digital é inevitável. Nos bastidores, a avaliação seria de que os consumidores continuarão comprando jogos na PlayStation Store e apoiando a plataforma mesmo sem a opção de adquirir lançamentos em disco. Segundo o relatório, essa confiança na fidelidade da comunidade é um dos principais fatores que sustentam a decisão anunciada recentemente pela empresa. [subtitulo] CAIXAS CONTINUARÃO EXISTINDO... MAS SEM O JOGO [/subtitulo] Outro detalhe revelado é que a Sony não pretende abandonar completamente a presença nas lojas físicas. A estratégia seria manter as tradicionais caixas nas prateleiras do varejo, mas substituindo o disco por um simples código para download digital. Na prática, o consumidor continuaria comprando um produto físico na loja, porém receberia apenas uma licença digital para resgatar na PlayStation Store. [destaque] Segundo o relatório, as lojas continuarão vendendo caixas de jogos, mas elas conterão apenas um código de download em vez do disco. [/destaque] [subtitulo] LUCRO MAIOR É UM DOS PRINCIPAIS OBJETIVOS [/subtitulo] O relatório também aponta uma motivação financeira para a mudança. Hoje, quando a Sony vende um jogo físico first-party para o varejo, parte do valor da venda fica com distribuidores e lojistas. No modelo totalmente digital, praticamente toda a receita permanece dentro do ecossistema PlayStation. Segundo as informações divulgadas, a expectativa é aumentar significativamente as margens de lucro com essa mudança. [subtitulo] EMPRESA NÃO PRETENDE MUDAR A ESTRATÉGIA [/subtitulo] Outro ponto citado é que a Sony estaria confiante de que não precisa realizar uma comunicação mais direta para convencer os consumidores sobre essa decisão. A avaliação interna seria de que a força da marca PlayStation é suficiente para manter a fidelidade da maior parte dos jogadores durante a transição. Mesmo após dias de críticas nas redes sociais e relatos de cancelamentos da PlayStation Plus, o relatório indica que a empresa continua acreditando que o mercado acabará aceitando o novo modelo. [subtitulo] POLÊMICA DEVE CONTINUAR [/subtitulo] O anúncio do fim da mídia física já provocou uma das maiores discussões recentes envolvendo o PlayStation. Jogadores têm levantado preocupações sobre preservação de jogos, propriedade das mídias, revenda, empréstimos e dependência exclusiva das lojas digitais. Com essas novas informações, a tendência é que o debate continue ganhando força enquanto a Sony mantém seu planejamento para concluir a transição ao formato totalmente digital nos próximos anos. [bold] Caso as informações sejam confirmadas oficialmente, a estratégia da Sony representa uma das maiores mudanças da história da marca PlayStation. A empresa aposta que a força de seu ecossistema será suficiente para manter os jogadores, enquanto busca aumentar sua rentabilidade com um modelo de distribuição totalmente digital. [/bold] Fonte: Jason Schreier / Bloomberg