World of Warcraft libera Modo História e segunda ala do Abismo Venenoso em Curse of Ula’tek
Atualização de Midnight avança com dois novos chefes no Localizador de Raides, abre o Modo História e prepara caminho para confronto final contra Ula’tek em setembro
Atualização de Midnight avança com dois novos chefes no Localizador de Raides, abre o Modo História e prepara caminho para confronto final contra Ula’tek em setembro
A Blizzard continua liberando gradualmente o conteúdo de World of Warcraft: Midnight – Curse of Ula’tek, e uma das etapas mais importantes da nova temporada já está disponível.
O Modo História do Abismo Venenoso foi aberto, enquanto jogadores que utilizam o Localizador de Raides também já podem acessar a segunda ala da raide, chamada The Essence of Venom, ou Essência do Veneno.
Essa nova etapa coloca os jogadores diante de Entombed Sentinels e Vashnik the Malignant, dois dos oito encontros que compõem o Abismo Venenoso.
A raide fica localizada na Coiled Isle, é destinada a personagens de nível 90 e possui dificuldades Localizador de Raides, Normal, Heroico, Mítico e Modo História.
Para entrar através do Localizador de Raides, a Blizzard estabelece como requisito mínimo nível de item 273.
Curse of Ula’tek começou em 11 de agosto
Para entender o novo conteúdo, é necessário voltar algumas semanas.
A atualização Curse of Ula’tek, patch 12.1 de World of Warcraft: Midnight, entrou no ar em 11 de agosto de 2026.
Seu grande destaque foi a abertura da Coiled Isle, uma nova região localizada a leste de Zul’Aman.
A atualização expandiu a campanha de Midnight e adicionou uma quantidade considerável de conteúdo de endgame, incluindo o Abismo Venenoso, a dungeon Altar of Fangs, novas Delves, novos World Bosses, atividades públicas, Curse Surges, pesca especial e outros sistemas ligados à nova ilha.
Uma semana depois, em 18 de agosto, começou oficialmente a Temporada 2 de Midnight.
Foi nesse momento que o Abismo Venenoso abriu nas dificuldades Normal, Heroico e Mítico, enquanto a primeira ala do Localizador de Raides também ficou disponível.
A história envolve Zul’jan, Zul’jarra e uma arma que deveria permanecer aprisionada
A narrativa de Curse of Ula’tek gira diretamente ao redor dos Amani.
Com a névoa desaparecendo da Coiled Isle, Zul’jarra parte atrás de seu irmão Zul’jan, tentando levá-lo e outros Amani de volta para Zul’Aman.
O problema é que forças muito mais antigas estão agindo naquele lugar.
Influenciado pelos sussurros sombrios de Malacrass, Zul’jan acaba libertando as antigas crias de Ula’tek de seu confinamento.
E Ula’tek não é simplesmente mais um monstro.
Segundo a própria Blizzard, ela representa uma das maiores vergonhas da história do antigo império Amani.
O gigantesco complexo de Atal’Utek foi construído para aprisioná-la porque a criatura, originalmente tratada como uma espécie de arma, acabou se tornando tão perigosa para seus próprios criadores quanto para aqueles que deveria destruir.
Agora Ula’tek despertou novamente e, caso consiga deixar seu confinamento, a ameaça deixa de ser apenas um problema dos Amani e passa a atingir toda Azeroth.
É justamente por isso que Zul’jarra pede a ajuda dos Campeões de Azeroth.
O Abismo Venenoso possui oito chefes
A nova raide é formada por oito encontros:
Nek’zali the Soulcoiler, The Twin Fangs, Entombed Sentinels, Vashnik the Malignant, The Lost Explorers, Sszorak, The Coiled Altar e Ula’tek.
Cada um deles explora diferentes aspectos da corrupção, dos espíritos e do veneno presentes em Atal’Utek.
A Blizzard também dividiu esses encontros em quatro alas para o Localizador de Raides.
A primeira, The Soulcoilers, abriu em 18 de agosto e trouxe Nek’zali the Soulcoiler e The Twin Fangs.
Agora chegou a vez da segunda.
Ala 2 coloca jogadores contra Entombed Sentinels e Vashnik
A nova ala do Localizador de Raides é chamada The Essence of Venom.
O primeiro encontro envolve os Entombed Sentinels.
Conhecidos como Blood and Breath of Ula’tek, esses antigos golems foram criados para vigiar as profundezas das tumbas.
Existe uma ironia cruel na situação atual: as próprias criaturas responsáveis por vigiar aquilo que estava aprisionado acabaram corrompidas pelo veneno de Ula’tek.
Depois deles, o grupo chega até Vashnik the Malignant.
Vashnik permanece dentro da chamada Chamber of Virulence, onde utiliza o veneno de Ula’tek como matéria-prima para desenvolver toxinas cada vez mais mortais.
Sua intenção é utilizar essas substâncias para fortalecer as criaturas ligadas à própria Ula’tek.
Modo História também está disponível
A outra grande novidade desta semana é a abertura do Story Mode, ou Modo História.
Esse sistema foi criado pela Blizzard para resolver um problema antigo de World of Warcraft: momentos essenciais da narrativa muitas vezes acontecem dentro de raides, mas nem todo jogador deseja participar de conteúdo organizado tradicional.
O Modo História reduz essa barreira.
Em sua implementação nas expansões recentes, o sistema permite acompanhar os principais acontecimentos narrativos de uma raide com dificuldade muito menor, inclusive utilizando NPCs aliados para ajudar durante os confrontos.
A ideia não é substituir Normal, Heroico ou Mítico.
O objetivo é permitir que jogadores interessados principalmente na campanha consigam assistir às cenas, acompanhar os diálogos e entender o encerramento daquele capítulo sem depender de uma guilda ou grupo de raide tradicional.
Isso ganha ainda mais importância em Curse of Ula’tek porque os acontecimentos envolvendo Zul’jan, Zul’jarra, Malacrass e Ula’tek são parte direta da campanha de Midnight.
Modo História mostra uma mudança importante na filosofia de WoW
Durante muitos anos, World of Warcraft colocou acontecimentos extremamente relevantes da história exclusivamente dentro de raides.
Quem não participava do conteúdo precisava procurar vídeos na internet ou simplesmente seguir para a próxima atualização sem experimentar pessoalmente o encerramento daquela narrativa.
A Blizzard vem mudando essa abordagem.
O Story Mode foi criado justamente para oferecer uma alternativa focada no jogador interessado em história.
Isso não oferece a mesma progressão competitiva das dificuldades tradicionais, mas evita que uma parte importante da campanha fique inacessível para usuários casuais ou predominantemente solo.
Alguns jogadores estão relatando problemas no Modo História
A estreia, entretanto, aparentemente não está completamente livre de problemas.
Existem relatos no fórum oficial de World of Warcraft envolvendo o comportamento dos NPCs que acompanham o jogador no Story Mode.
Alguns usuários afirmam que personagens aliados nem sempre assumem corretamente a liderança quando solicitado e relatam comportamentos estranhos durante determinadas mecânicas.
Entre os exemplos mencionados estão NPCs permanecendo em áreas perigosas ou não reagindo da maneira esperada durante alguns momentos dos encontros.
É importante destacar que esses são relatos individuais publicados por jogadores e não existe evidência suficiente para afirmar que todos os usuários estão enfrentando o mesmo problema.
Portanto, eles não devem ser tratados como uma falha generalizada confirmada pela Blizzard.
Blizzard já começou a corrigir problemas do Abismo Venenoso
Por outro lado, sabemos oficialmente que a nova raide precisou de vários ajustes.
A Blizzard publicou uma grande rodada de hotfixes em 25 de agosto, modificando uma série de elementos do Abismo Venenoso.
O número de criaturas presentes em determinadas partes da raide foi reduzido, assim como a quantidade de sangue necessária para abrir algumas portas.
A habilidade Venom Withdrawal teve seu dano reduzido em 30% e sua duração diminuída pela metade, enquanto a vida dos Serpent Wards caiu em 75%.
Vashnik também recebeu diversos ajustes.
A Blizzard corrigiu problemas envolvendo Stygian Burst, Shrouded Venom e interações capazes de fazer jogadores atravessarem o cenário.
Outro hotfix corrigiu Thinned Blood sendo utilizado incorretamente fora da dificuldade Mítica, além de ajustar o escalonamento de Adaptive Infection para que grupos maiores não fossem punidos excessivamente.
Isso mostra que, apesar da raide já estar disponível, a Blizzard continua ajustando agressivamente encontros e corrigindo problemas identificados durante os primeiros dias da Temporada 2.
Ula’tek também já recebeu correções antes mesmo de chegar ao LFR
Curiosamente, o encontro final também já sofreu mudanças.
A Blizzard corrigiu problemas envolvendo ataques de Ula’tek, posicionamento de seu Venomous Heart e uma situação em que o confronto poderia não reiniciar corretamente depois da morte de todos os jogadores.
Também houve alterações em mecânicas como Serpent’s Bite, Virulent Spit e Greasy Hatchling.
Isso acontece porque, embora Ula’tek ainda não esteja disponível no Localizador de Raides, o chefe já pode ser enfrentado por grupos nas dificuldades Normal, Heroico e Mítico desde 18 de agosto.
Quando as próximas alas serão abertas?
O calendário já está definido.
Na semana de 1º de setembro, será aberta a terceira ala, The Serpent Warren, colocando os jogadores contra The Lost Explorers e Sszorak.
Depois, na semana de 8 de setembro, chega a quarta e última ala: The Tomb of Ula’tek.
Ela contém os dois confrontos que encerram a raide:
The Coiled Altar e Ula’tek.
Será então que jogadores que dependem exclusivamente do Localizador de Raides poderão finalmente completar todo o Abismo Venenoso através desse sistema.
Ula’tek também possui recompensas para os jogadores mais dedicados
A raide possui uma série de conquistas especiais.
Jogadores que derrotarem Ula’tek no Mítico podem conquistar o título Venom’s End.
Existe ainda a tradicional conquista Cutting Edge: Ula’tek, destinada a quem derrotar o chefe no Mítico antes do lançamento da próxima raide de mesmo nível competitivo.
As primeiras 200 guildas do mundo capazes de derrotar Ula’tek no Mítico também disputam uma posição no Hall of Fame, acompanhada do título especial Famed Slayer of Ula’tek.
Uma conquista envolvendo o confronto com Ula’tek também pode entregar o mascote Ula’took.
Além disso, o Abismo Venenoso é uma das principais fontes dos novos conjuntos de armadura de classe da Temporada 2.
A fonte original da notícia é confiável?
Sim.
A publicação do MMORPG.com utilizada como ponto inicial para esta matéria foi confrontada com o comunicado oficial da Blizzard.
Os pontos principais coincidem: abertura do Story Mode, chegada da segunda ala, chefes presentes, requisito de nível de item, número total de encontros e cronograma das próximas semanas.
Na verdade, grande parte das informações apresentadas pelo veículo tem origem direta no anúncio da própria Blizzard.
Por isso, para esta notícia específica, existe confirmação através de fonte primária e não estamos diante de rumor, vazamento ou informação não oficial.
O que muda para o jogador?
Para jogadores que utilizam principalmente o Localizador de Raides, a mudança significa acesso a mais dois chefes e novas oportunidades de equipamentos da Temporada 2.
O requisito continua sendo nível de item 273 para entrar pelo Raid Finder.
Para quem acompanha World of Warcraft principalmente pela campanha, porém, a abertura do Modo História talvez seja ainda mais importante.
Agora é possível avançar pelos momentos narrativos relacionados ao Abismo Venenoso sem precisar assumir o compromisso de uma raide tradicional.
Quem prefere progressão competitiva não precisa esperar: o conteúdo completo já está disponível em Normal, Heroico e Mítico.
Contexto da situação
Curse of Ula’tek é mais do que simplesmente uma nova raide inserida no meio de Midnight.
O patch 12.1 iniciou a segunda grande fase de conteúdo da expansão, trazendo Coiled Isle e preparando uma continuação direta para os acontecimentos envolvendo os Amani.
A Temporada 2 também reiniciou boa parte da corrida de endgame, com nova rotação de Mythic+, nova temporada de PvP, Delves atualizadas e equipamentos de nível mais elevado.
O Abismo Venenoso funciona como uma das peças centrais dessa estrutura.
Ao mesmo tempo, a Blizzard continua utilizando uma estratégia que passou a ser comum nas raides modernas: liberar o Localizador de Raides gradualmente.
Jogadores organizados podem enfrentar todos os oito chefes desde a abertura do conteúdo competitivo, enquanto quem utiliza matchmaking recebe acesso a novas alas ao longo de aproximadamente um mês.
Minha opinião
A abertura do Modo História é provavelmente mais importante para World of Warcraft no longo prazo do que parece à primeira vista.
Raides sempre foram uma das maiores qualidades do jogo, mas durante anos existiu uma contradição: a Blizzard colocava algumas das cenas mais importantes da campanha justamente em conteúdos que boa parte da base de jogadores jamais completava.
O Story Mode resolve parte desse problema sem retirar importância das dificuldades tradicionais.
Quem quer desafio continua tendo Normal, Heroico e Mítico. Quem quer progressão acessível tem o Localizador de Raides. E quem está interessado essencialmente na narrativa ganha uma terceira alternativa.
É uma separação saudável entre “ver a história” e “conquistar a raide”.
A quantidade de hotfixes aplicada ao Abismo Venenoso logo depois da estreia merece atenção, principalmente porque alguns encontros claramente precisaram de ajustes relevantes. Por outro lado, correções rápidas em uma raide recém-lançada são comuns em World of Warcraft e mostram que a Blizzard está acompanhando os dados dos primeiros dias.
E o calendário ainda não terminou. Para o público do Localizador de Raides, a ameaça completa de Ula’tek só será revelada em setembro.